O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) representa uma séria ameaça à produtividade da soja nas lavouras brasileiras. Em apenas 21 dias de infestação, essa planta daninha pode reduzir o rendimento da colheita em até 12%, devido à sua alta capacidade de competir por recursos essenciais como água, luz e nutrientes. A informação foi divulgada por especialistas no setor.
A espécie, que se prolifera rapidamente em diversas regiões produtoras, é caracterizada pela produção massiva de sementes, o que facilita a disseminação e novas infestações nas áreas de cultivo. O controle do capim-pé-de-galinha tem se tornado um desafio crescente para os agricultores, uma vez que a planta demonstra resistência aos herbicidas tradicionalmente utilizados.
Segundo especialistas, o uso repetitivo dos mesmos produtos herbicidas contribui para o desenvolvimento de plantas mais resistentes, que sobrevivem e se multiplicam, diminuindo a eficácia do controle químico ao longo do tempo. A infestação por capim-pé-de-galinha pode ser identificada pela presença de touceiras densas, folhas estreitas e compridas, e hastes que podem ultrapassar 30 centímetros, dependendo das condições de crescimento.
O rápido desenvolvimento da planta, especialmente em períodos de alta umidade e temperatura, exige intervenções antecipadas para evitar maiores prejuízos. Uma estratégia importante para controlar plantas daninhas resistentes é o uso correto de adjuvantes, que podem aumentar a eficácia dos herbicidas, melhorando sua penetração e aderência, mesmo em condições climáticas desfavoráveis. Especialistas que acompanham o dia a dia das lavouras ressaltam a importância de monitorar constantemente as plantações e adotar medidas preventivas e corretivas para mitigar os impactos negativos do capim-pé-de-galinha na produção de soja.