A Força Aérea Brasileira (FAB), em ação coordenada com a Polícia Federal (PF), interceptou, nesta segunda-feira, uma aeronave de origem peruana considerada suspeita. O avião foi detectado pelos radares da FAB ao ingressar no espaço aéreo do Brasil.
A aeronave levantou suspeitas por não apresentar plano de voo registrado, ostentar matrícula visível ou estabelecer comunicação com o controle de tráfego aéreo brasileiro. Diante da situação, um caça A-29 Super Tucano foi acionado para interceptar a aeronave e aplicar as medidas de Policiamento do Espaço Aéreo, conforme a legislação brasileira.
O piloto da Defesa Aérea aproximou-se para identificar a aeronave suspeita, em um procedimento padrão denominado Reconhecimento a Distância (RAD). Em seguida, tentou contato visual e via , solicitando a identificação do piloto.
Sem obter resposta, a Defesa Aeroespacial ordenou a Mudança de Rota (MRO) da aeronave monitorada. A persistência na ausência de comunicação resultou em tiros de aviso disparados pelo piloto militar brasileiro.
Apesar dos sinais, o piloto da aeronave suspeita não colaborou, levando à sua classificação como hostil e subsequente alvo do Tiro de Detenção (TDE), conforme o Decreto 5.144/04.
Diante da iminência, o piloto suspeito manobrou a aeronave para um pouso forçado a aproximadamente 30 quilômetros a oeste da cidade de Tefé, no interior do Amazonas, em uma área remota e desabitada.
Após o pouso forçado, um helicóptero H-60 Black Hawk da FAB transportou uma equipe da Polícia Federal até o local. A equipe da PF realizou a detenção do piloto.
A operação faz parte de um esforço de cooperação entre o Ministério da Defesa e órgãos de Segurança Pública para combater o narcotráfico, especialmente em áreas de fronteira utilizadas para o transporte de drogas. A ação está inserida em programas como o de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) e a Operação Ostium, que visam garantir a segurança do espaço aéreo nacional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br