O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira de uma reunião com líderes globais na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com o objetivo central de debater a situação da Palestina. O encontro ocorre em um momento crucial, com crescentes pressões internacionais por uma solução pacífica para a questão palestina e a implementação da Solução de Dois Estados.
A “Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução Pacífica da Questão da Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados” tem início previsto para às 16h (horário de Brasília). O governo brasileiro espera que o evento sirva como catalisador para que mais nações reconheçam a Palestina como um Estado soberano.
No domingo, véspera do encontro, os primeiros-ministros do Reino Unido, Canadá e Austrália formalizaram o reconhecimento do Estado da Palestina. As declarações, divulgadas através de redes sociais, condenaram as ações de Israel em Gaza, que resultaram em um elevado número de vítimas, incluindo muitos civis.
Os líderes também enfatizaram a responsabilidade do grupo Hamas pelo ataque de outubro de 2023, no qual centenas de pessoas foram mortas ou sequestradas. Apesar do reconhecimento, ressaltaram que o Hamas não deve ter participação no futuro Estado da Palestina.
Além da questão palestina, a agenda de Lula nos Estados Unidos inclui participação na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, onde o Brasil fará o discurso de abertura. Ele também participará da segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, juntamente com representantes de cerca de 30 países. A iniciativa visa promover a cooperação internacional contra a deterioração das instituições democráticas, a desinformação, o discurso de ódio e a desigualdade social.
A crise climática também será um tema central da agenda do presidente, com um evento copresidido pelo Brasil e pelo secretário-geral da ONU. O encontro incluirá a apresentação de novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Lula também participará de eventos para ampliar o apoio ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre e discutir mecanismos de adaptação à mudança climática.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br