A cobrança de taxas para a utilização do Estádio Dito Souza, em Várzea Grande, gerou polêmica e levanta questionamentos sobre a gestão do espaço público. Equipes amadoras estariam pagando R$ 400, enquanto times profissionais desembolsariam R$ 2.000 para utilizar o estádio. A prática veio à tona após denúncias sobre os valores cobrados.
Diante da repercussão, a prefeita se manifestou, afirmando desconhecer a situação e ressaltando a descentralização da administração municipal. Ela indicou que o vice-prefeito Tião e o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Igor da Cunha, são os responsáveis por prestar esclarecimentos sobre as finanças e a gestão do estádio.
A prefeita mencionou a existência de uma concessão parcial do Dito Souza ao Operário Várzea-grandense, clube tradicional da cidade. Segundo ela, essa concessão visava garantir a manutenção do estádio e ampliar seu uso. A prefeita sugeriu que os valores arrecadados com as taxas poderiam estar sendo destinados ao Operário, mas ressaltou a necessidade de verificar a destinação correta dos recursos.
A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer confirmou a cobrança das taxas, mas não apresentou informações detalhadas sobre a destinação dos valores ou os critérios utilizados para a cobrança.
Especialistas em gestão pública alertam que a descentralização não exime o gestor principal da responsabilidade. “A responsabilidade final é sempre do gestor maior. A prefeita precisa saber e responder pelo que acontece em sua gestão”, afirmou um dirigente esportivo.
O Estádio Dito Souza, considerado um patrimônio público e símbolo do incentivo ao esporte, tem sua imagem manchada pela cobrança de taxas, que, segundo críticos, prejudica projetos sociais voltados para crianças e adolescentes, além de minar o discurso oficial de promoção do esporte.
Fonte: omatogrosso.com