A Caatinga, bioma singularmente brasileiro, emerge como protagonista na revolução energética nacional. Um estudo recente revela que quase dois terços das usinas fotovoltaicas do país estão concentradas nessa região. Dados do ano passado indicam que mais de 21 mil hectares do bioma já foram destinados a instalações solares.
Embora Minas Gerais ainda abrigue uma parcela significativa dessas usinas, a pesquisa aponta para uma expansão notável em direção aos estados do Nordeste. Segundo especialistas, esse crescimento na região nordestina é impulsionado pelo alto potencial de insolação, conforme demonstrado por atlas de energia solar.
Contudo, a rápida expansão das usinas na Caatinga suscita preocupações. Nas últimas quatro décadas, o bioma perdeu 14% de sua cobertura original, principalmente devido à expansão da agropecuária, que já ocupa mais de um terço do território.
Diante desse cenário, especialistas defendem a necessidade urgente de restaurar áreas degradadas e expandir as áreas conservadas, visando garantir a funcionalidade do bioma sem comprometer o desenvolvimento econômico e social da região.
Os dados disponíveis podem auxiliar na instalação mais estratégica de usinas fotovoltaicas, priorizando áreas já degradadas e preservando áreas naturais próximas às unidades de conservação, que representam 10% da Caatinga.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br