A campeã mundial de taekwondo Maria Clara Pacheco reafirmou sua hegemonia no cenário internacional ao vencer, neste sábado (10), a terceira etapa do Grand Prix Series 2026, realizada em Paris, França. A atleta paulista, atual número 1 do mundo na categoria até 57 quilos, derrotou a jordaniana Fadia Khirfan, terceira no ranking mundial, por 2 rounds a 0, com parciais de 14-3 e 16-5 na final.
Esta é a terceira vitória consecutiva de Maria Clara em etapas do Grand Prix deste ano. Ela já havia garantido o ouro em junho, na etapa de Roma, Itália, e três meses depois em Muju, Coreia do Sul, consolidando sua posição no topo do ranking mundial.
O caminho até a medalha de ouro em Paris foi marcado por uma série de performances dominantes. Nas oitavas de final, Maria Clara estreou com uma vitória por 2 rounds a 0 contra Kanelya Carabin. O mesmo placar se repetiu nas quartas de final, em um confronto desafiador contra a iraniana Nahid Kiyanichandeh, vice-campeã olímpica em Paris 2024. Na semifinal, a brasileira não deu chances à cazaque Mariya Sevostyanova, garantindo a vaga na decisão com mais um 2 rounds a 0.
Na luta pelo ouro contra Fadia Khirfan, Maria Clara demonstrou controle desde o início. No primeiro round, a brasileira abriu vantagem após a adversária receber duas punições e ampliou o placar com um golpe certeiro na cabeça, fechando a parcial em 14-3. No round decisivo, Maria Clara impôs seu ritmo, abrindo uma diferença significativa e, mesmo com uma tentativa de reação da jordaniana nos segundos finais, manteve o domínio para vencer por 16-5, selando a conquista do título.
A vitória em Paris é ainda mais significativa considerando a recente recuperação da atleta. Em fevereiro deste ano, Maria Clara passou por uma cirurgia no quadril. Quatro meses depois, fez um retorno triunfal às competições no Grand Prix de Roma, onde conquistou o ouro. Seu desempenho em 2026 inclui também vitórias nos Jogos Sul-Americanos de Santa-Fé, Argentina, e no Aberto do Brasil, em Londrina, Paraná, reforçando sua condição de fenômeno do taekwondo mundial.
Por Marcos Puntel