Em um dia de intensa movimentação política, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) articulou apoios significativos em Brasília e detalhou propostas para sua campanha à presidência da República. Nesta quinta-feira (8), Bolsonaro reuniu um grupo de 14 governadores eleitos em primeiro turno, que declararam apoio à sua candidatura.
O encontro contou com a presença de líderes de partidos como PL, Republicanos, PP e MDB, consolidando uma frente de apoio ao postulante. Entre os governadores presentes, destacou-se Sergio Moro (PL-PR), eleito para o governo do Paraná. Moro, que já foi ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, deixou o cargo à época alegando interferências do pai de Flávio na Polícia Federal, mas agora alinha-se novamente à campanha. Também esteve na reunião Douglas Ruas (PL-RJ), que garantiu o governo do Rio de Janeiro após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos).
No mesmo dia, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno da disputa presidencial, com 2,89% dos votos válidos. Em nota, Cury confirmou seu endosso à campanha mediante a assinatura de uma carta de compromissos. O documento vincula Flávio Bolsonaro a pautas defendidas por Cury, incluindo o fim da reeleição para presidente da República, a alternância de poder, a pacificação nacional, a proteção às mulheres, a valorização dos professores e o financiamento “de milhões” para microempreendedores.
À noite, Flávio Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo, seguindo o formato que Jair Bolsonaro costumava adotar às quintas-feiras. Durante a live, o candidato negou categoricamente que seu eventual governo acabaria com o programa Bolsa Família. Adicionalmente, comprometeu-se a reajustar as aposentadorias acima da inflação. “Com relação aos aposentados do INSS, o Flávio Bolsonaro vai proteger vocês. Vocês vão ter reajuste acima da inflação nas suas aposentadorias, que é uma coisa sagrada”, declarou.
Por Marcos Puntel