BRASÍLIA, 5 de maio de 2026 — Quem planeja viajar para fora do país neste ano precisa revisar o roteiro com mais cuidado. É que pontos turísticos entre os mais populares do mundo estão fechados para reformas e sem previsão de reabertura, pegando de surpresa turistas e agências de viagem, e exigindo uma dose extra de flexibilidade e pesquisa.

A onda de reformas em monumentos icônicos, parques temáticos renomados e até mesmo maravilhas naturais tem se intensificado, motivada por necessidades de manutenção estrutural, modernização e, em alguns casos, adequação a novas normativas de segurança e sustentabilidade. Fontes do setor de turismo indicam que locais outrora acessíveis, como certas ruínas históricas na Europa, trechos de muralhas milenares na Ásia ou observatórios naturais em continentes distintos, podem ter restrições significativas. A ausência de um cronograma claro para a reabertura é o principal fator de preocupação para milhões de viajantes globais.

Para muitos turistas que já haviam programado suas viagens para 2026, a notícia exige uma reavaliação completa dos planos. Pacotes fechados com antecedência, visando uma atração específica, podem perder seu principal atrativo, forçando alterações de itinerário, remarcações de voos e hotéis, e, em casos mais drásticos, até mesmo cancelamentos. O impacto financeiro pode ser considerável, não apenas para os viajantes, que encaram taxas de alteração e possíveis perdas de valores não reembolsáveis, mas para toda a cadeia do turismo, desde operadoras e companhias aéreas até guias locais e estabelecimentos comerciais próximos aos pontos turísticos afetados. A frustração é generalizada, especialmente para quem sonhava em visitar esses locais pela primeira vez.

Diante deste cenário imprevisível, especialistas em turismo recomendam cautela e proatividade. Antes de fechar qualquer pacote ou passagem, é crucial verificar o status de funcionamento de todos os pontos de interesse no roteiro. Consultar agências de viagem confiáveis, que muitas vezes possuem informações atualizadas sobre o tema, e manter-se informado através de comunicados oficiais dos destinos é fundamental. A dica é ter planos alternativos e considerar roteiros que incluam atrações menos visadas, mas igualmente enriquecedoras, ou mesmo optar por destinos cujos pontos turísticos já concluíram suas reformas ou não estão sob ameaça de fechamento.

A incerteza quanto à duração das obras e a falta de comunicação prévia sobre os fechamentos transformam o planejamento de viagens internacionais em um desafio inédito para o próximo ano, exigindo dos viajantes uma dose extra de paciência e pesquisa minuciosa para garantir que a sonhada viagem não se transforme em uma decepção.

Por Marcos Puntel
(05/05/2026 – 17h49)

Fonte: https://redir.folha.com.br

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