O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou um boletim recente indicando uma elevação significativa nos valores dos fretes rodoviários de grãos em diversas rotas de Mato Grosso. A alta, que surpreende por ocorrer mesmo com uma oferta de cargas considerada equilibrada, é atribuída principalmente à redução na disponibilidade de caminhões no estado.
Segundo o levantamento semanal da instituição, parte considerável da frota de veículos pesados deixou o território mato-grossense. Esse movimento migratório de caminhões ocorre em busca de melhores oportunidades de trabalho e remuneração em outras regiões do país, gerando um desequilíbrio na oferta local. A diminuição da oferta de veículos para o transporte de grãos, consequentemente, ampliou o poder de negociação das transportadoras que permaneceram no estado, pressionando os preços dos fretes para cima e impactando diretamente a logística de escoamento da safra.
O custo do transporte é um dos pilares da cadeia produtiva agropecuária do estado, que se sustenta majoritariamente na malha rodoviária para o escoamento de sua vasta produção de grãos até os portos exportadores e centros consumidores. Com a elevação do frete, o impacto direto recai sobre o produtor rural. A cada ciclo de safra, a rentabilidade é corroída, uma vez que o aumento nos custos de escoamento se traduz em diminuição das suas margens de lucro já apertadas.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://www.nortaomt.com.br