Nativos americanos do passado demonstravam perplexidade diante da estrutura de poder adotada pelos europeus que chegavam ao continente. A dinâmica de submissão a figuras de autoridade, fossem líderes religiosos, militares, chefes de Estado ou mesmo a realeza, gerava grande estranhamento.
A incompreensão dos nativos residia na aparente aceitação, por parte dos europeus, de líderes que se mostravam ineptos, injustos ou moralmente questionáveis. Essa postura contrastava fortemente com os valores dos povos originários, que colocavam a liberdade individual e coletiva como um princípio fundamental.
A valorização da autonomia e a aversão à concentração de poder pareciam ser características marcantes das sociedades nativas, em contraposição à hierarquia rígida e à obediência cega que, aos olhos dos nativos, caracterizavam a sociedade europeia da época. Essa divergência cultural expõe diferentes formas de organização social e perspectivas sobre o poder e a liberdade.
Fonte: redir.folha.com.br