Entidades representativas do setor de combustíveis no Brasil formalizaram um apelo emergencial ao governo federal, solicitando a adoção de providências imediatas para estabilizar o mercado e mitigar os impactos da volatilidade nos preços. A demanda, protocolada nos últimos dias, enfatiza a necessidade de ações com a “maior brevidade possível”, sinalizando a gravidade da situação atual que afeta diretamente a economia nacional.

O pedido reflete a crescente preocupação com a escalada dos custos dos combustíveis, que tem pressionado a inflação e corroído o poder de compra dos consumidores, além de apertar as margens de lucro de diversos segmentos da economia. A instabilidade no cenário internacional, as flutuações cambiais e a complexa estrutura tributária são apontadas como os principais fatores que contribuem para o cenário desafiador, com reflexos diretos no bolso do cidadão e na competitividade das empresas.

Embora o documento oficial não detalhe exaustivamente todas as medidas esperadas, fontes ligadas às entidades sugerem que as propostas incluem uma revisão da política de preços praticada pela Petrobras, desoneração tributária temporária ou permanente sobre PIS/Cofins e Cide, e a criação de mecanismos que garantam maior previsibilidade e transparência na formação dos preços ao consumidor final. A articulação entre os níveis federal e estadual para uma reforma tributária no setor, abordando inclusive o ICMS, também é vista como fundamental para uma solução de longo prazo.

As associações alertam que a inação governamental pode agravar o quadro econômico, resultando em um aumento generalizado de preços de produtos e serviços, queda na produção e no consumo, além de impactar diretamente a logística de transporte e toda a cadeia produtiva. Setores como o agronegócio, transporte de cargas e passageiros, e a indústria em geral sentem o peso direto da alta nos custos do diesel, gasolina e etanol.

O governo federal, por sua vez, tem demonstrado cautela ao abordar o tema, ciente do impacto fiscal de eventuais desonerações e da complexidade de intervenções diretas em um mercado globalizado. No entanto, reconhece a importância estratégica do setor e o peso dos combustíveis na estrutura econômica do país. Há discussões internas sobre a viabilidade de pacotes de auxílio, programas de estabilização ou modulações tributárias, sempre buscando um equilíbrio que não comprometa a responsabilidade fiscal do país. A expectativa agora é pela resposta do Executivo, em um momento em que a pressão por uma solução se intensifica, com o setor produtivo e a sociedade civil unindo-se na cobrança por medidas que tragam alívio e estabilidade a um dos pilares mais sensíveis da economia brasileira.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br

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