A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Conluio Pantaneiro, batizada de Pharus, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa envolvida em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação cumpre 62 ordens judiciais em Mato Grosso e outros três estados, visando um grupo que movimentou cerca de R$ 54 milhões.

As ordens judiciais incluem 10 mandados de prisões preventivas e 17 de busca e apreensão, sendo cumpridas nas cidades mato-grossenses de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Poconé, além de Taubaté (SP) e Cruzeiro do Oeste (PR). Além das prisões e buscas, a operação também prevê o bloqueio de valores e o sequestro de veículos dos investigados, conforme expedido pelo Juízo da Quarta Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), tiveram início em setembro de 2023. Naquela ocasião, um homem de 42 anos foi preso na Estrada Transpantaneira, em Poconé, transportando 461 kg de cocaína.

Ao longo de mais de dois anos de apuração, os investigadores identificaram uma complexa estrutura criminosa, com o envolvimento de pelo menos 20 pessoas e 12 empresas. Segundo a Polícia Civil, o líder da organização, residente em Cáceres, era responsável por controlar todo o fluxo da droga: desde o recebimento na região de fronteira, passando pelo armazenamento e transporte para outros estados, até a sofisticada lavagem de dinheiro, que ocorria por meio de terceiros e pessoas jurídicas.

A delegada Bruna Laet, responsável pela investigação, revelou que “entre 06 de junho de 2023 e 17 de agosto de 2023 foram recebidos pelo menos seis carregamentos de drogas com êxito, logo, estima-se que a organização criminosa recebeu no período cerca de 2.700Kg de pasta base de cocaína”. A polícia identificou um engenhoso mecanismo de circulação de valores e ocultação patrimonial, estruturado com múltiplas contas bancárias e empresas interligadas, tudo para redistribuir e dar uma aparência lícita ao capital ilícito.

A Operação Pharus contou com o apoio crucial da Receita Federal e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que auxiliaram na obtenção de provas e na identificação da estrutura e do modus operandi da facção. A celeridade do Ministério Público nas manifestações e do Poder Judiciário nas decisões também foi fundamental para o avanço da apuração.

O nome “Pharus”, que faz referência ao termo latino para farol, simboliza a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas, representando a emissão contínua de luz e orientação em meio à escuridão. A operação envolve a colaboração de equipes da Delegacia Regional de Cáceres (incluindo Rio Branco, Mirassol D’Oeste, DEDM, DEA, Derf e 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres), da GCCO, da DRCI, e também das Polícias Civis de São Paulo e Paraná, conforme informações da assessoria.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.sonoticias.com.br

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