O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou nesta terça-feira o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, como figuras de responsabilidade no crescente escândalo que envolve o Banco Master. Em declaração pública, Lula assegurou que a investigação sobre o caso será implacável, afirmando que “não deixará pedra sobre pedra”.
Lula não poupou críticas, sugerindo que a situação do Banco Master, que veio à tona com denúncias de um suposto esquema de pirâmide financeira e lavagem de dinheiro envolvendo influenciadores digitais, teria sido gestada ou negligenciada durante a gestão anterior e sob a atual autonomia do Banco Central. “É preciso que se apure como um banco chega a esse ponto e quem se beneficiou dessa arquitetura”, declarou o presidente.
A promessa de “não deixar pedra sobre pedra” sublinha a intenção do governo de aprofundar as apurações, sem distinções. O Palácio do Planalto indicou que os órgãos de controle, como a Polícia Federal e o Ministério Público, terão total liberdade para investigar todas as ramificações do caso, que já tem gerado repercussão e preocupação no mercado financeiro. A investigação deverá alcançar tanto os supostos operadores do esquema quanto eventuais falhas na fiscalização e no sistema de vigilância.
As declarações de Lula reacendem o embate político com a oposição e colocam sob os holofotes a atuação de Campos Neto, cuja permanência à frente do BC tem sido alvo de contínuas críticas por parte do governo. A vinculação do escândalo a figuras proeminentes da gestão anterior e da atual cúpula do Banco Central adiciona uma camada de complexidade e polarização ao debate público sobre a integridade do sistema financeiro nacional.
Por Marcos Puntel