Caminhoneiros de todo o país optaram nesta quinta-feira (19) por manter o estado de greve, mas decidiram continuar operando suas atividades de transporte de cargas enquanto as negociações com o governo avançam. A deliberação foi tomada em assembleia, que reuniu representantes de diversas regiões.
A medida sinaliza um alerta por parte da categoria, indicando a qualquer momento uma paralisação total caso as demandas não sejam atendidas. A decisão permite que os motoristas prossigam com suas rotinas de trabalho, evitando um impacto imediato no abastecimento nacional e na economia, ao mesmo tempo em que intensificam a pressão sobre o Executivo.
Entre as principais reivindicações, esperam-se melhorias nas condições de trabalho, revisão da política de preços dos combustíveis – um ponto sensível que historicamente impulsiona movimentos paredistas – e a garantia de um piso mínimo para o frete, que a categoria considera essencial para a sustentabilidade da profissão.
Os olhos da categoria estão agora voltados para as próximas rodadas de diálogo, onde se espera que o governo apresente soluções concretas para as pautas que motivaram o movimento. Caso as tratativas não avancem satisfatoriamente, a ameaça de uma paralisação efetiva, com o potencial de afetar severamente a economia do país e o dia a dia dos cidadãos, volta à tona.
Por Marcos Puntel