O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (13). Detido no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados, Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar privada socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ele apresentou quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, indicando um agravamento de seu estado de saúde. Exames de imagens e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
No início da tarde, um boletim médico divulgado pela equipe do hospital informou que o ex-presidente está em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo. A nota é assinada pelo cardiologista Brasil Caiado, pelo Coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
A internação de Jair Bolsonaro foi inicialmente divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, em uma rede social, e confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a visita da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, como acompanhante, e dos filhos Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura, além da enteada Letícia. A decisão, proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, também determinou que a vigilância de Bolsonaro seja providenciada pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com policiais de prontidão 24 horas, incluindo dois na porta do quarto e equipes dentro e fora do hospital. Moraes proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.
Ao deixar o hospital após visitar o pai, o senador Flávio Bolsonaro comentou com jornalistas a gravidade do quadro. “Conversei rapidamente com os médicos, disseram que dessa vez foi a pior vez que ele se internou aqui com relação à quantidade de líquido que tinha no pulmão”, declarou. O senador criticou as condições de encarceramento na Papudinha e apelou para que a Justiça conceda a prisão domiciliar humanitária, alegando que o ambiente prisional impede os cuidados necessários para as patologias de seu pai e que ele poderia ser acompanhado permanentemente pela família e por profissionais de enfermagem.
Por Marcos Puntel