O Sesc Paulista se prepara para receber uma das mais aguardadas produções teatrais do ano: a adaptação de “Autobiografia do Vermelho”. Sob a direção sensível de Daniela Thomas e protagonizada por Bianca Comparato, a montagem promete transportar o público para o universo poético e desafiador do romance em versos de Anne Carson. A temporada tem início marcado para 27 de fevereiro de 2026, com os primeiros detalhes sobre ingressos e horários a serem divulgados às 11h00.
A obra original, um aclamado romance em versos da escritora canadense Anne Carson, é reconhecida por sua capacidade de subverter a mitologia clássica. Inspirada livremente na figura de Geryon, um monstro vermelho alado da mitologia grega, a narrativa explora as complexidades de um ser que nasce com asas em um mundo que teima em exigir pés no chão. É uma profunda investigação sobre as dores e belezas inerentes à alteridade, à busca por identidade e à experiência de amar e perder.
Daniela Thomas, conhecida por sua linguagem visual potente e sua abordagem dramatúrgica inovadora, assume a direção com a promessa de uma encenação que respeita a poesia do texto original enquanto o traduz para a cena contemporânea. Ao seu lado, Bianca Comparato, atriz de notável versatilidade e presença cênica, encarna o protagonista, trazendo sua intensidade e sensibilidade para um papel que exige nuances e profundidade emocional. A sinergia entre direção e atuação é um dos pilares para dar voz e corpo a essa história arrebatadora.
A expectativa é de uma experiência teatral imersiva, que convida o público à reflexão sobre temas universais como vulnerabilidade, transformação e o anseio por pertencimento. A escolha do Sesc Paulista como palco para esta produção reforça seu compromisso com a diversidade cultural e a oferta de espetáculos de alta qualidade artística, consolidando-se como um dos importantes centros da cena cultural paulistana. A adaptação de “Autobiografia do Vermelho” é um convite irrecusável para mergulhar em uma narrativa atemporal que, através do mito, fala diretamente às inquietações do homem moderno.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://redir.folha.com.br