Belém, capital do Pará, se prepara para sediar a COP30 em novembro, conferência que, segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, tem o potencial de marcar um novo capítulo no enfrentamento da emergência climática. Após o Balanço Ético Global, encontro realizado em Nova York para reunir contribuições da sociedade civil brasileira, a ministra expressou sua expectativa de que a COP30 impulsione o multilateralismo climático.

A conferência, na visão da ministra, deve servir como um “novo marco referencial” para os próximos 10 anos, sinalizando um renovado compromisso global com a questão climática e valorizando a dimensão ética nas decisões e ações a serem tomadas.

Marina Silva enfatizou a importância de considerar todas as formas de conhecimento científico, tanto a ciência moderna quanto o “saber narrativo” dos povos indígenas e comunidades locais, na definição de metas realistas para a redução das mudanças climáticas.

A ministra também destacou a urgência de implementar iniciativas que garantam o apoio financeiro aos países em desenvolvimento, crucial para a execução de ações de mitigação. O desafio, segundo ela, é viabilizar, até 2035, o montante necessário para apoiar os países em desenvolvimento a executarem ações de redução da emissão de gases. O valor estipulado é de US$ 1 trilhão e US$ 3 bilhões. Esse objetivo foi previamente definido durante a COP29, realizada em Baku, Azerbaijão, em 2024.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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