A cidade de São Paulo deu um importante passo na assistência animal ao inaugurar, na última quinta-feira (19), o primeiro serviço veterinário municipal com funcionamento 24 horas. O Hospital Veterinário Municipal Leste, localizado no bairro do Tatuapé, foi renomeado para “Cão Orelha” em um gesto de homenagem ao animal brutalmente espancado e morto na Praia Brava, em Florianópolis, em janeiro deste ano. A tragédia, que mobilizou a opinião pública e gerou inúmeros pedidos de justiça em todo o país, agora eterniza seu nome em uma causa de cuidado e proteção animal.

Com a expansão do serviço, a unidade passa a oferecer atendimento para urgências e emergências no período noturno, das 17h às 7h, complementando o serviço diurno que permanece disponível normalmente. O caso do cão Orelha repercutiu intensamente, culminando em investigações policiais que resultaram em pedidos de internação para adolescentes envolvidos no crime, e levantou discussões sobre a legislação e sanções aplicáveis a atos de crueldade contra animais. A comoção, evidenciada por centenas de pessoas que foram às ruas de São Paulo para pedir justiça, demonstra a relevância do tema para a população.

Os hospitais veterinários da rede municipal de São Paulo, incluindo agora o “Cão Orelha” com sua nova operação, oferecem atendimento clínico e cirúrgico abrangente. Consultas, exames, cirurgias e internações são realizadas mediante agendamento ou triagem, com a disponibilidade de vagas priorizando os casos mais graves. As unidades contam com oito especialidades veterinárias essenciais para um cuidado completo: Oftalmologia, Cardiologia, Endocrinologia, Neurologia, Oncologia, Ortopedia, Dermatologia e Cirurgia bucomaxilofacial.

Para ter acesso aos serviços, os cidadãos precisam atender a critérios específicos. Nas unidades Leste, Sul e Norte, o agendamento de consultas é feito presencialmente das 7h às 16h para inscritos no CadÚnico e beneficiários de programas sociais como Bolsa Família, Auxílio Gás ou Renda Mínima. Aqueles que não possuem benefícios ativos podem passar por uma triagem social, devendo apresentar documentos que comprovem sua situação econômica. Já na unidade Oeste da capital, o atendimento funciona por ordem de chegada, com a distribuição de senhas a partir das 7h.

É obrigatório apresentar uma série de documentos para o atendimento: documento oficial com foto e CPF do responsável (cuja presença é indispensável), comprovante de residência em São Paulo emitido há no máximo três meses, o Registro Geral do Animal (RGA), o número do CadÚnico e, se aplicável, o cartão ou comprovante do programa social ativo. A ampliação do atendimento para 24 horas reflete o compromisso da gestão municipal em oferecer suporte veterinário acessível e de qualidade, especialmente em situações de emergência, reafirmando a importância da saúde e bem-estar dos animais de estimação na capital paulista.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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