A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou preocupação com a crescente sobrecarga de atribuições que recai sobre a corporação e defendeu a criação de um fundo especial para o aparelhamento e modernização da instituição. A proposta central da entidade é que este fundo seja abastecido com recursos provenientes dos bens e valores confiscados de criminosos, revertendo o patrimônio ilícito em ferramenta para o fortalecimento da segurança pública.
Segundo a ADPF, o aumento da complexidade das investigações, o combate ao crime organizado transnacional, a expansão das fronteiras digitais do crime e as novas demandas de segurança pública têm imposto um ritmo de trabalho insustentável aos profissionais. Este cenário, aliado a um orçamento muitas vezes estagnado ou insuficiente, compromete a capacidade de resposta da Polícia Federal e a eficácia de suas operações.
A criação de um fundo com os ativos confiscados do crime representaria uma fonte autossustentável de recursos. Tais valores seriam estratégicos para investir em tecnologia de ponta, infraestrutura adequada, treinamento contínuo de pessoal e reposição de efetivo, elementos considerados cruciais para manter a Polícia Federal na vanguarda do combate à criminalidade. A medida transformaria o prejuízo imposto pelo crime em um instrumento para fortalecer o Estado no combate às próprias organizações criminosas.
A Associação busca apoio no Congresso Nacional e junto à sociedade civil para que a iniciativa seja transformada em lei, garantindo à Polícia Federal os meios necessários para cumprir sua missão constitucional de proteger o cidadão brasileiro e assegurar a aplicação da lei em um cenário de crescentes desafios.
Por Marcos Puntel