O custo de produção da safra de milho 2025/26 em Mato Grosso registrou um aumento de 2,56% em relação ao ciclo anterior, consolidando-se em R$ 3.319,51 por hectare. Os dados são de um levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
A elevação é impulsionada principalmente pelo aumento das despesas com sementes e fertilizantes. O gasto com sementes subiu 1,91%, atingindo R$ 777,49 por hectare, enquanto os fertilizantes apresentaram um acréscimo de 5,93%, totalizando R$ 1.421,89 por hectare. O instituto atribui essa variação à valorização do dólar ao longo de 2025 e ao encarecimento da produção industrial.
Os custos com defensivos agrícolas também sofreram um incremento anual, ainda que de forma moderada, de 0,25%, com despesa estimada em R$ 737,78 por hectare. Com esse cenário, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi consolidado em R$ 4.806,17 por hectare, um avanço de 4,22%, e o Custo Operacional Total (COT) foi projetado em R$ 5.394,08 por hectare, representando um aumento de 4,80%.
Considerando a produtividade média estimada em 116,61 sacas por hectare, o Imea calcula que o ponto de equilíbrio para cobrir os custos é de R$ 41,22 por saca para o COE, R$ 46,26 para o COT e R$ 57,68 para o Custo Total (CT). No entanto, o preço médio negociado da safra 25/26 em dezembro de 2025, de R$ 45,95 por saca, é suficiente apenas para cobrir o COE, não alcançando os valores necessários para a cobertura do COT e do CT.
O relatório do Imea destaca a importância do planejamento comercial para garantir a viabilidade econômica da produção na próxima safra, diante desse cenário de custos crescentes.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://www.nortaomt.com.br