O Brasil registrou em 2024 o menor contingente de crianças e adolescentes envolvidos nas Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), um marco importante na luta contra a exploração de menores. O levantamento aponta para 560 mil pessoas entre 5 e 17 anos expostas a atividades consideradas perigosas.

Esta cifra representa uma diminuição expressiva de 39% em relação a 2016, quando aproximadamente 919 mil crianças e adolescentes se encontravam nessas condições. Comparado com 2023, quando foram contabilizados 590 mil, houve um recuo de 5%. Os dados de 2024 correspondem a 1,5% do total de 37,9 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos no país.

A pesquisa revela uma trajetória de queda constante desde 2016, com um declínio mais acentuado de 22,7% entre 2022 e 2023. Os números da Lista TIP, desde 2016, mostram: 919 mil (2016), 762 mil (2017), 763 mil (2018), 707 mil (2019), 763 mil (2022), 590 mil (2023) e 560 mil (2024). A pesquisa não foi realizada nos anos de 2020 e 2021, devido à pandemia de Covid-19.

As atividades listadas na TIP incluem trabalhos em serralherias, na indústria extrativa, esgoto, matadouros e manguezais, entre outros, caracterizadas por esforço físico intenso, exposição ao calor, insalubridade e riscos de fraturas, mutilações e envenenamento.

O levantamento aponta que 60% das crianças e adolescentes na Lista TIP têm entre 16 e 17 anos. Jovens pretos e pardos representam 67,1% do total na Lista TIP, enquanto representam 59,7% do total da população de 5 a 17 anos. Homens correspondem a 74,4% do contingente na Lista TIP, embora sejam 51,2% da população nessa faixa etária.

A pesquisa também revelou que a remuneração média mensal das crianças e adolescentes na Lista TIP foi de R$ 789 em 2024, inferior à renda dos brasileiros de 5 a 17 anos que exerciam atividade econômica que não se caracterizava como trabalho infantil (R$ 1.083).

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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