O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 950 milhões para a Inpasa Agroindustrial, visando a implantação de sua sexta biorrefinaria no país. A nova unidade será dedicada à produção de etanol anidro e hidratado, utilizando milho, sorgo e outros grãos como matéria-prima. O empreendimento será construído em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, com previsão de início de operação plena para 2027.

Do montante total aprovado, R$ 350 milhões serão provenientes do Fundo Clima, enquanto os R$ 600 milhões restantes virão da linha Finem do próprio BNDES. A biorrefinaria terá capacidade anual para processar até 1 milhão de toneladas de milho, resultando na produção de 498 milhões de litros de etanol. Além do biocombustível, a planta gerará 248,9 mil toneladas de DDGs (coproduto rico em proteína), 24.862 toneladas de óleo vegetal e 185 GWh de energia elétrica.

A usina ocupará uma área de 125.280,50 metros quadrados na zona rural do município baiano. A fase de obras é estimada para gerar cerca de 300 empregos diretos e mais de 3 mil indiretos. Na operação, o projeto deve criar entre 450 e 500 vagas diretas, concentradas principalmente nas áreas industrial e operacional.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou a relevância do investimento para o setor de biocombustíveis e para o desenvolvimento regional. “Este investimento fortalece a cadeia de biocombustíveis e contribui para a transformação da Bahia em uma exportadora do produto, alinhando desenvolvimento regional, geração de renda e transição energética”, afirmou.

Para a Inpasa, esta operação representa um marco estratégico. Moacir Marcos Junior, diretor de relações com investidores e captação da companhia, ressaltou que esta é a primeira captação junto ao banco e a estreia da empresa no estado da Bahia.

O Fundo Clima, que contribui significativamente para o financiamento, foi criado em 2009 e é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O instrumento apoia projetos voltados à mitigação de emissões, à inovação tecnológica e à expansão de empreendimentos de baixo carbono, alinhando-se aos objetivos da Política Nacional sobre Mudança do Clima.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.nortaomt.com.br

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