O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, realizou sua 6ª Reunião Plenária nesta quinta-feira (4), reunindo representantes do governo federal, da sociedade civil organizada e do empresariado brasileiro, no Palácio Itamaraty, em Brasília.

O órgão, criado em 2003 e reativado em 2023, tem como objetivo promover o diálogo na formulação de políticas públicas e diretrizes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Brasil.

Durante o encontro, o colegiado entregou ao presidente Lula o documento “Pilares de um Projeto de Nação”, que reúne metas estratégicas para o desenvolvimento do país, elaboradas a partir de discussões nas comissões temáticas do conselho.

O secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, destacou a importância da diversidade de visões presentes no conselho para a construção de um futuro próspero para o Brasil.

Entre os presentes, o produtor de soja e algodão Eraí Maggi, reconheceu medidas do governo federal que beneficiaram o setor, como o desenvolvimento de biotecnologias e a ampliação do acesso ao crédito bancário aos produtores rurais.

A empresária Luiza Trajano comemorou a redução da taxa de desemprego e a regulação das apostas online, mas criticou a alta de juros, que considera um entrave para a economia. Ela também convocou empresários a criarem um movimento de educação de combate à violência contra as mulheres.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou os avanços na taxa de emprego, na redução da informalidade e da desigualdade de renda, e comentou sobre a saída do Brasil do Mapa da Fome.

A cientista de computação Nina da Hora defendeu a soberania digital tecnológica do Brasil, com investimentos em softwares nacionais e soluções inovadoras desenvolvidas no país.

A vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Mônica Veloso, destacou conquistas dos trabalhadores, como a valorização do salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda, mas cobrou mais atenção aos aposentados e o fim da escala 6×1.

O cofundador da Cufa, Preto Zezé, defendeu a renovação das discussões sobre questões urbanas e segurança pública, com intervenções integradas nos territórios urbanos.

O ativista Ivan Baron defendeu a inclusão das pessoas com deficiência no orçamento público, evitando cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Além do documento com metas, o Conselhão entregou ao presidente Lula a cópia do projeto “Move Mundo”, com mensagens da comunidade científica da Amazônia, a Agenda Positiva do Agro 2025 e o Portfólio de Investimentos Voltados à Transformação Ecológica no Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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