As vendas no comércio do país apresentaram um recuo de 0,3% de agosto para setembro. Este resultado negativo marca a quinta queda em um período de seis meses, interrompendo um breve crescimento de 0,1% registrado em agosto. Entre abril e julho, o setor já havia demonstrado um desempenho desfavorável, com quatro quedas consecutivas.

No acumulado dos últimos 12 meses, o setor comercial acumula um crescimento de 2,1%, o menor índice desde janeiro. A trajetória de desaceleração do comércio é evidente desde abril, quando o crescimento anual atingiu 3,4%.

Em relação a setembro do ano anterior, observou-se uma expansão de 0,8%. Contudo, ao comparar o terceiro trimestre com o segundo, constata-se um recuo de 0,4%.

O comércio brasileiro encontra-se atualmente em um patamar 8,9% superior ao período que antecedeu a pandemia de COVID-19, especificamente fevereiro de 2020.

Seis dos oito setores pesquisados registraram queda no período de agosto para setembro. Entre eles, destacam-se: Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,6%); Tecidos, vestuário e calçados (-1,2%); Combustíveis e lubrificantes (-0,9%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,9%); Móveis e Eletrodomésticos (-0,5%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). A retração na venda de livros, jornais, revistas e papelaria, é atribuída à migração de parte do seu portfólio de produtos para outras áreas, como a transição do livro físico para formatos digitais.

No comércio varejista ampliado, que abrange atividades de atacado como veículos, motos, partes e peças, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo, o indicador apresentou um crescimento de 0,2% de agosto para setembro e um aumento de 0,7% no acumulado de 12 meses.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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