Um contador, identificado como Eduardo Martins, foi preso em Cuiabá na última terça-feira durante a Operação Domínio Fantasma, uma ação da Polícia Civil de Mato Grosso. Ele é o principal suspeito de liderar um esquema fraudulento de lavagem de dinheiro que envolvia a criação de diversas empresas de fachada.
As investigações revelaram que Eduardo Martins abriu 310 empresas entre 2020 e 2024, das quais 182 já foram baixadas ou suspensas. Esses negócios eram registrados em nome de “laranjas”, frequentemente jovens de baixa renda de outros estados, e utilizados para criar sites fraudulentos que simulavam a venda de produtos como roupas e brinquedos.
Os criminosos promoviam esses sites por meio de anúncios pagos e até clonavam páginas de marcas conhecidas do setor de cosméticos. As vítimas, atraídas pelas ofertas, efetuavam compras via Pix ou cartão de crédito, mas nunca recebiam os produtos. A ação do grupo gerou inúmeras reclamações em plataformas de defesa do consumidor.
Em suas redes sociais, Eduardo Martins se apresentava como um contador digital especializado em dropshipping e iGaming, exibindo viagens internacionais para destinos como Paris, Dubai, Grécia e Colômbia. Em uma de suas últimas publicações, ele compartilhou imagens de transferências via Pix com a mensagem: “Só faz sentido ter empresa se for para dar lucro.”
Durante a operação, as autoridades apreenderam uma pistola, carros de luxo e diversos equipamentos eletrônicos. A operação cumpriu 33 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá e Sorriso, incluindo um mandado de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão, o sequestro de até R$ 5 milhões em valores, e a apreensão de imóveis e veículos de luxo.
Eduardo Martins enfrentará acusações de associação criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e crimes contra as relações de consumo. A Polícia Civil de Mato Grosso continua investigando o caso.
Fonte: www.nortaomt.com.br