A semeadura dos cultivos de verão enfrenta desafios devido à distribuição irregular das chuvas em outubro. No Centro-Oeste, Mato Grosso e o sudoeste do Mato Grosso do Sul registraram os maiores volumes de precipitação, enquanto outras áreas apresentaram acumulados menores, sem a estabilização do período chuvoso.

Apesar da recuperação nos níveis de umidade do solo em algumas regiões, que favoreceu a semeadura e o desenvolvimento inicial da soja, áreas no norte do Mato Grosso do Sul e em Goiás ainda sofrem com restrição hídrica.

Em Mato Grosso, embora o plantio tenha avançado, alcançando 62,1% da área estimada, o desenvolvimento da soja é variável, refletindo o impacto negativo da irregularidade das chuvas.

O Sudeste também enfrenta um cenário de precipitações irregulares, com chuvas intensas concentradas no segundo decêndio de outubro. Já no Nordeste, predominou a escassez de chuvas.

Na região do Matopiba, as poucas chuvas foram insuficientes para recuperar o armazenamento hídrico no solo e impulsionar a semeadura dos cultivos de primeira safra sem irrigação. O centro-leste do Maranhão e parte do Sealba registraram maiores volumes, sem afetar a colheita do milho 3ª safra.

No Norte, Rondônia, o sudeste do Pará e o oeste do Tocantins apresentaram chuvas irregulares e em menor volume. No Amazonas e no oeste do Pará, as condições foram favoráveis para a semeadura da soja no sudoeste paraense e para a melhora da umidade do solo no noroeste do estado.

A região Sul registrou chuvas intensas intercaladas com períodos de tempo estável. Os maiores volumes ocorreram no noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e no Paraná, beneficiando tanto os cultivos de inverno, em fase reprodutiva, quanto a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de verão. Os períodos de tempo estável favoreceram a maturação e a colheita dos cultivos de inverno, além do avanço na semeadura dos cultivos de verão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *