A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União e a Receita Federal, deflagrou a oitava fase da Operação Overclean, visando desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília, São Paulo, Palmas e Gurupi, no Tocantins.

As investigações apuram o possível sequestro de valores obtidos de forma ilícita pelos suspeitos. Estes poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

A primeira fase da Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024, investigou o direcionamento de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a prefeituras baianas. Na época, a PF informou que o esquema contava com o apoio de policiais que repassavam informações sensíveis à organização criminosa. A Americana de Investigações de Segurança Interna também auxiliou nas primeiras investigações, que apuravam um desvio de recursos de emendas parlamentares e convênios, com suspeitas de superfaturamento em obras e desvio de recursos para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, que teriam movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão. Na época, a PF informou que o “esquema ilícito teria atingido diretamente o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, principalmente na Coordenadoria Estadual da Bahia, além de outros órgãos públicos”. Oito servidores públicos foram afastados de suas funções por determinação judicial.

Em junho de 2025, a quarta fase da operação determinou o afastamento de dois prefeitos da Bahia, suspeitos de desvio de emendas parlamentares. Em julho de 2025, a quinta fase da Overclean investigou o núcleo que teria manipulado procedimentos de licitações e desviado recursos públicos de emendas parlamentares destinadas ao município baiano de Campo Formoso. O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio de R$ 85,7 milhões de contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas. A sétima fase da Operação Overclean, em outubro, afastou um agente público suspeito de participar do esquema e cumpriu mandados de busca e apreensão em cidades da Bahia e no Rio de Janeiro.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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