Uma operação policial de grande escala no Rio de Janeiro resultou em um número alarmante de mortes, levando ativistas a denunciarem o caso como um “massacre”. A ação, que ocorreu no Complexo da Penha, deixou dezenas de corpos em áreas de mata, com a remoção sendo realizada por moradores locais.

Raull Santiago, empreendedor e morador do Morro do Alemão, utilizou suas redes sociais para divulgar o cenário, descrevendo a operação como uma demonstração da desigualdade e do “ódio” direcionado às comunidades.

Os números oficiais apontam para 64 mortes, incluindo quatro policiais, mas relatos indicam que mais de 70 corpos adicionais foram retirados por moradores. Alguns foram levados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, enquanto outros foram reunidos em uma praça no Complexo da Penha. A contagem total pode ultrapassar 130 vítimas.

Santiago criticou a política de segurança pública do Rio de Janeiro, afirmando que ela demonstra ineficiência ou, pior, é estruturada para lidar com certas vidas de forma desigual.

Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz, também se manifestou, pedindo a responsabilização do governador Cláudio Castro. Ele ressaltou que o ocorrido não é inédito, apenas difere na escala, e que a política de segurança pública continua a destruir a vida dos moradores de comunidades.

O governador Cláudio Castro defendeu a operação, alegando planejamento prévio, aval do Poder Judiciário e acompanhamento do Ministério Público. No entanto, especialistas criticaram a ação, classificando-a como amadora e ineficaz no combate ao crime organizado. Movimentos populares e de favelas também expressaram sua indignação, afirmando que “segurança não se faz com sangue”.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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