Produtores de soja em Mato Grosso enfrentam um início de safra preocupante devido à falta de chuvas regulares e ao calor intenso. A irregularidade das precipitações tem dificultado a germinação e o desenvolvimento das lavouras em diversas regiões do estado, gerando apreensão quanto à produtividade final.

Em municípios como Sorriso, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Colíder e Campo Verde, o cenário é de lavouras estagnadas e produtores interrompendo o plantio. Segundo relatos, a soja já semeada apresenta germinação irregular e crescimento abaixo do esperado, com plantas de porte reduzido.

A situação também acende um alerta para o milho de segunda safra, cuja janela de plantio pode ser comprometida caso a estiagem persista. O atraso na semeadura da soja, somado ao estresse hídrico nas lavouras, aumenta o risco de ataque de pragas e pode impactar negativamente a produtividade.

Produtores relatam que, mesmo em áreas onde o plantio está mais avançado, as plantas sofrem com a falta de água e o calor, o que pode diminuir a área foliar e prejudicar o rendimento da safra. Há relatos de replantio em algumas áreas, embora ainda em proporções não significativas.

Apesar dos números oficiais indicarem um avanço no plantio, a realidade no campo é de lavouras com desenvolvimento aquém do esperado. Muitas áreas, mesmo com um mês de plantio, apresentam crescimento limitado, enquanto outras ainda não germinaram.

O cenário climático adverso se soma a outros desafios enfrentados pelos produtores, como o alto custo de produção e o acesso restrito ao crédito, aumentando a pressão sobre o setor neste início de safra. A expectativa é que as chuvas previstas para as próximas semanas se confirmem, a fim de amenizar os impactos negativos sobre a produção de soja e milho no estado.

Fonte: www.nortaomt.com.br

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