A Eletrobras iniciou a segunda fase de intervenções na Usina Hidrelétrica de Colíder, localizada em Itaúba, com o objetivo de reparar o subsolo da estrutura. A ação, que envolve a injeção de materiais específicos, visa garantir a segurança da barragem, que está em nível de “alerta” desde agosto.

A situação de alerta foi desencadeada pela identificação de diversas falhas estruturais no sistema de drenagem da usina, levantadas por uma investigação do Ministério Público estadual. Essas falhas, segundo a investigação, poderiam levar a um risco de ruptura da barragem.

A empresa informou que a etapa de diagnóstico técnico já foi concluída. Foram contratadas empresas especializadas e peritos, que realizaram testes utilizando diferentes equipamentos. A Eletrobras assegura que a usina permanece estável e em operação, seguindo padrões de segurança e sob o monitoramento constante de órgãos de controle e fiscalização.

O nível do reservatório da usina foi reduzido para permitir a verificação das falhas nos drenos e aliviar a pressão sobre a estrutura. No entanto, essa medida teve impactos ambientais negativos, incluindo a morte de aproximadamente 1.500 peixes, alteração da qualidade da água, comprometimento da biodiversidade aquática e semiaquática, e prejuízos à fauna migratória. O rebaixamento também afetou a atividade pesqueira, o turismo regional e o comércio local, gerando um impacto estimado entre R$ 10 e R$ 12 milhões por ano.

Entre as consequências do rebaixamento, está o comprometimento de eventos culturais tradicionais e a dificuldade de acesso das comunidades ribeirinhas ao rio.

Dos 70 drenos que compõem o sistema da usina, quatro sofreram danos desde a aquisição do ativo pela Eletrobras. Os drenos são estruturas essenciais para o escoamento adequado da pressão da água sob a barragem.

O Ministério Público pediu a revisão da licença ambiental da usina, a atualização dos planos de emergência e contingência, a criação de canais de comunicação com a população, a implementação de sistemas sonoros fixos de alerta e a cobrança antecipada de R$ 200 milhões para assegurar a reparação dos danos já identificados e dos que possam surgir no futuro.

Fonte: www.nortaomt.com.br

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