A pecuária em Mato Grosso celebra um novo marco histórico. Dados recentes revelam que, em setembro, a participação de novilhos no total de machos abatidos no estado atingiu o percentual mais alto já registrado, representando quase 60% do total.
No mês analisado, o volume total de bovinos abatidos foi de 656,31 mil cabeças, representando uma leve retração de 0,67% em comparação com agosto. A participação de machos nesse montante foi de 55,97%, o maior percentual dos últimos 11 meses, totalizando 367,37 mil animais abatidos – o terceiro maior volume da série histórica. Dentro desse grupo, os novilhos (animais entre 12 e 24 meses) se destacaram, representando 59,83% do total de machos abatidos, o que equivale a 219,78 mil cabeças, o segundo maior volume já registrado.
Segundo analistas, este cenário reflete o aumento da presença de machos em confinamento, ampliando a oferta estadual. Apesar desse aumento na oferta, os preços do boi gordo se mantiveram firmes, impulsionados pela forte demanda externa. A expectativa para o quarto trimestre do ano é de estabilidade, porém o elevado abate de machos jovens pode levar a uma redução da oferta a médio prazo, com potencial para elevar as cotações.
A projeção para o Valor Bruto de Produção (VBP) de Mato Grosso em 2025, que engloba agricultura e pecuária, é de R$ 212,29 bilhões, um aumento de 22,75% em relação a 2024. Especificamente para a pecuária, que inclui bovinocultura de corte, aves, suínos e leite, a receita estimada é de R$ 44,22 bilhões, representando um aumento de 24,50% em relação ao ano anterior. A bovinocultura de corte, que possui a maior participação na pecuária, tem uma estimativa de R$ 39,77 bilhões, um aumento de 28,05% em relação a 2024. Esse aumento é impulsionado pela valorização dos preços da arroba do boi gordo e pelo elevado volume de animais abatidos.