Passageiros da América Latina e Caribe estão cada vez mais adeptos à tecnologia no cotidiano, utilizando celulares para resolver desde questões bancárias até compras. No entanto, ao viajar, ainda enfrentam filas longas, conferência manual de documentos e processos burocráticos em papel. Essa desconexão entre o comportamento digital dos viajantes e a realidade dos aeroportos da região foi destacada em um estudo recente.
O levantamento, que ouviu mais de 7.500 viajantes antes e depois de seus voos, revela que a prioridade dos passageiros é ter viagens mais simples, confiáveis e sustentáveis. Dois em cada três viajantes latino-americanos e caribenhos apontam a redução do tempo de espera nos aeroportos como principal necessidade. Além disso, 42% desejam receber notificações em tempo real por meio de aplicativos, um índice superior à média global. A região também demonstra grande interesse por viagens intermodais, com 87% dos entrevistados buscando combinar avião, trem e transporte rodoviário em uma única reserva.
Apesar desse desejo por digitalização, os aeroportos da região ainda operam de forma predominantemente manual. A identidade de três em cada quatro viajantes é verificada por um agente, e 80% embarcam apenas após a conferência física de documentos, representando os números mais altos do mundo.
A pesquisa indica que os passageiros da América Latina e Caribe são os mais abertos à adoção da identidade digital, com 95% demonstrando interesse em ter todos os seus documentos de viagem vinculados a uma carteira digital segura. A maioria também se mostra confortável com o uso de biometria em todos os pontos de contato dos aeroportos.
A sustentabilidade também é um fator importante nas decisões dos viajantes. Dois terços afirmam que reduziriam a bagagem para diminuir as emissões de carbono, superando a média global de 55%. Mesmo com baixos índices de extravio de bagagem, 83% dos passageiros da região estariam dispostos a pagar por um serviço completo de rastreamento, buscando maior segurança e tranquilidade.
O estudo aponta que o desafio é transformar as expectativas dos passageiros em realidade, adotando identidades digitais, biometria e dados em tempo real para proporcionar viagens rápidas, sustentáveis e conectadas.
Fonte: diariodoturismo.com.br