A historiadora Arlene Clemesha, especialista na questão judaica e na história da Palestina moderna, é a convidada do programa “DR com Demori”, que vai ao ar nesta terça-feira, às 23h, na Brasil. A entrevista aborda a complexa situação na Faixa de Gaza, com foco na falta de conhecimento sobre o território palestino e na crucial distinção entre antissemitismo e antissionismo.
Autora de diversas obras sobre o tema, Clemesha discute a evolução do antissemitismo ao longo do século XX. “Houve um período histórico, no começo do século XX, em que ele era voltado também contra a esquerda, porque a classificavam como totalmente judaica e diziam que queria dominar o mundo pelo comunismo. Então, já teve tantas formas, mas sempre foi útil ao poder”, explica.
Para a historiadora, o antissemitismo se configura como “um ódio infundado, sem base na realidade; porém, hoje em dia, ele tem um caráter racial, ou seja, é uma forma de racismo”. Ela também reflete sobre o movimento sionista, descrevendo-o como uma doutrina político-ideológica que combina nacionalismo e colonialismo, resultando “em um projeto colonialista que implicou na expulsão do povo palestino de sua terra”.
No “DR com Demori”, Clemesha aponta a dificuldade em definir os limites do conflito, descrevendo-o como “algo mais profundo, uma simbiose, muito mais forte. Uma identificação construída com outras bases”. Ela enfatiza, no entanto, que a crítica ao conflito, por parte da esquerda e dos defensores dos direitos humanos, não nega o direito à existência de Israel, mas sim “a exigência de que se pare com o genocídio de uma população”.
O programa “DR com Demori” fica disponível na íntegra no Youtube e no aplicativo Brasil Play após a exibição na . O programa também é transmitido em áudio na MEC e as entrevistas ficam disponíveis em formato de podcast no Spotify.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br