O governador Mauro Mendes (União Brasil) classificou como mal interpretadas e distorcidas por adversários políticos suas recentes declarações referentes à instalação de uma Delegacia da Mulher com funcionamento 24 horas em Várzea Grande. Segundo o governador, seus críticos ignoram o fato de que nunca implementaram políticas de defesa das mulheres no estado.
Mendes ressaltou que já existem mecanismos de proteção em funcionamento, citando a Patrulha Maria da Penha, atuante em diversos municípios para atender casos de violência doméstica. Ele questionou a interpretação dada às suas palavras, afirmando que a Polícia Civil e as forças de segurança possuem inúmeros recursos para lidar com a questão. “A sensação de impunidade faz com que alguns cidadãos cometam crimes. Como prever isso?”, indagou o governador.
A controvérsia surgiu após Mendes afirmar que “não seria doloroso” para mulheres de Várzea Grande se deslocarem até Cuiabá para registrar ocorrências, justificando sua decisão de não transformar a delegacia local em uma unidade com atendimento ininterrupto. Ele explicou que a manutenção de todas as delegacias da mulher em funcionamento integral demandaria a contratação de cerca de 700 delegados, o que representaria um alto custo para os cofres públicos.
As declarações geraram críticas por parte da deputada Janaina Riva (MDB), que as considerou um “tapa na cara das mulheres”, argumentando que o governo estaria priorizando investimentos em infraestrutura em detrimento da segurança feminina.
Em resposta, Mendes defendeu que sua administração tem investido em campanhas de conscientização sobre a violência contra a mulher, alertando que a pena para esse tipo de crime pode chegar a 40 anos de prisão. Sobre as críticas da oposição, o governador minimizou, afirmando não se surpreender com as “difamações” por parte de quem não tem capacidade de construir, e concluiu que “isso é democracia”.
Fonte: omatogrosso.com