Investigação do Gaeco aponta suposta movimentação de recursos e comunicação com integrantes de organização criminosa, inclusive presos

Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida e outras cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por suposto envolvimento em um esquema relacionado a uma organização criminosa e à lavagem de dinheiro em Cuiabá.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Rhavenna e familiares teriam recebido, guardado e movimentado valores atribuídos a integrantes da organização, incluindo pessoas que estavam presas.

Durante o cumprimento de mandados de busca, foram apreendidos R$ 10,9 mil em espécie com Orminda Carlos de Barcelos Almeida e outros R$ 1.534 com Rhavenna. A denúncia foi apresentada à 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Além de Rhavenna, foram denunciados Renildo Silva Rios, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.

Conforme a acusação, Rhavenna, Renildo e Orminda respondem por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Já Rhuan, Anatany e Lo Rhuama foram denunciados pelo crime de lavagem de dinheiro. O Ministério Público pediu o processamento dos seis acusados e, ao final da ação penal, a condenação deles.

INVESTIGAÇÃO TERIA COMEÇADO APÓS DENÚNCIA ANÔNIMA

Segundo o MPMT, a investigação teve início após uma informação anônima indicar que integrantes da família supostamente utilizariam atividades religiosas como forma de ter acesso a detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE).

O Gaeco afirma que Rhavenna e Orminda participavam da equipe de evangelização “Resgatando Vidas”. Na avaliação dos investigadores, as visitas teriam facilitado o contato entre integrantes da organização criminosa que estavam presos e pessoas que se encontravam em liberdade ou foragidas.

A denúncia sustenta ainda que as investigadas teriam atuado na transmissão de informações e no atendimento de solicitações feitas por detentos.

GAECO APONTA SUPOSTA ATUAÇÃO NA COMUNICAÇÃO E MOVIMENTAÇÃO DE DINHEIRO

De acordo com a investigação, Rhavenna teria atuado na comunicação entre integrantes da organização, no auxílio a presos e na movimentação de recursos.

A denúncia menciona como elementos da investigação dados obtidos da conta de iCloud atribuída a Rhavenna, mensagens, fotografias e registros de viagens ao Rio de Janeiro.

Ainda segundo o documento, a investigada manteria proximidade com pessoas apontadas pelas autoridades como integrantes ou lideranças do Comando Vermelho, entre elas Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”.

As informações fazem parte da acusação apresentada pelo Ministério Público e a responsabilidade criminal dos denunciados ainda deverá ser analisada pela Justiça, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

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