A segunda-feira (24) marcou um dia de intensa atividade para os candidatos à Presidência da República, que cumpriram agendas diversificadas por diferentes regiões do país. A rotina incluiu sabatinas, entrevistas à imprensa, reuniões com setores específicos e preparativos estratégicos para a campanha.
O candidato Edmilson Costa (PCB) participou de uma entrevista para o Monitor Mercantil. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) esteve presente em uma reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na Avenida Paulista, e à noite, participou do evento Veja Premiação TOP30 – As Melhores Empresas do Brasil, no Palácio Tangará.
Hertz Dias (PSTU), também na capital paulista, concedeu entrevista ao podcast Três Irmãos. Durante o dia, ele destacou propostas como o enfrentamento a grandes monopólios, a precarização do trabalho, os baixos salários e o fim da escala 6×1. O candidato afirmou que “o Brasil passa por um acelerado processo de recolonização e de retrocesso diante da dominação imperialista das grandes potências capitalistas”, o que, segundo ele, aprofunda a desindustrialização, o empobrecimento da população e a degradação econômica e social.
Renan Santos (Missão) dedicou sua agenda a um encontro com investidores e empresários, igualmente em São Paulo.
No Rio de Janeiro, Romeu Zema (Novo) reuniu-se com pastores e vítimas do vício em bets, na Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo. Na ocasião, o candidato prometeu implantar uma política de combate às apostas online, ressaltando que “as igrejas têm feito trabalho no sentido de tirar essa desgraça que está tomando conta das famílias brasileiras, que são as bets”. A noite de Zema encerrou-se com uma sabatina na TV Globo.
Ronaldo Caiado (PSD) esteve em São Paulo para o evento Pacto Brasil de Futuro, realizado na Casa Jereissati, onde foram debatidas diretrizes para o planejamento governamental. Em entrevista, Caiado indicou a educação como uma das prioridades de um eventual governo seu.
No Piauí, a candidata Samara Martins (UP) visitou o acampamento de funcionários da empresa pública Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa), em Teresina, demitidos após a privatização. A candidata defendeu um novo processo de industrialização do país, argumentando que “a gente tem se comportado como mero exportador de matéria-prima e importando as coisas já industrializadas. O Brasil é completamente capaz de ser um país soberano, um país independente que não depende de nenhum país imperialista”.
Wilson Grassi (Democrata) teve reuniões com sua equipe de comunicação durante a manhã e, à tarde, concedeu entrevista à Gazeta de São Paulo.
Augusto Cury (Avante) participou de sabatinas na TMC/Transamérica e no Canal Rural, onde defendeu a proposta de dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para melhor atender a cada tipo de empresa. “Vêm aí a IA e a robótica. Precisamos financiar 10 milhões de microempresas nos próximos oito a dez anos. Precisamos dividir o BNDES em dois. Caso contrário, se deixar nas mãos das grandes empresas, vai ter desemprego em massa”, afirmou Cury.
Nem todos os candidatos tiveram agendas públicas nesta segunda-feira. Clariana Barão (DC), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO) não registraram compromissos abertos ao público. Adicionalmente, o candidato Pablo Marçal (PRTB) permanece impedido de realizar campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por Marcos Puntel