A seleção brasileira feminina de basquete enfrenta nesta quinta-feira (20) um duelo decisivo contra a Argentina pela última rodada do Grupo A do torneio classificatório para o Pré-Olímpico. A partida, marcada para as 15h (horário de Brasília) em Guadalajara, no México, é um clássico sul-americano que definirá o futuro das equipes na competição.
Após um início instável, com derrota por 63 a 61 para o Sudão do Sul na segunda-feira (17), o Brasil conseguiu se reabilitar. Na noite da última terça-feira (18), a equipe superou a Nova Zelândia por 56 a 53, mantendo viva a esperança de avançar na disputa.
O destaque brasileiro nas duas partidas, especialmente na vitória contra as neozelandesas, tem sido a armadora Aaliyah Guyton. Filha da ex-jogadora Adrianinha, medalhista de bronze em Sydney 2000, Aaliyah foi fundamental com 18 pontos, quatro assistências e três roubadas de bola na última rodada. Na partida contra a Nova Zelândia, diferentemente da estreia, as brasileiras conseguiram controlar o placar por cerca de 37 minutos, demonstrando maior consistência e organização em quadra.
A situação do Grupo A é de total equilíbrio. Todas as quatro seleções – Brasil, Argentina, Nova Zelândia e Sudão do Sul – chegam à última rodada com uma vitória e uma derrota. O Brasil ocupa a segunda posição, com saldo positivo de um ponto (117 feitos e 116 sofridos), logo atrás da Nova Zelândia (+19) e à frente de Sudão do Sul (-1) e Argentina (-19). Os dois primeiros colocados do grupo avançarão para as semifinais, onde enfrentarão as equipes classificadas do Grupo B, composto por Canadá, México, Filipinas e Senegal.
O grande objetivo final deste classificatório é a vaga no Pré-Olímpico, que acontecerá em fevereiro de 2028 e definirá dez dos doze participantes dos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos. Caso o Brasil não consiga a classificação através deste torneio, terá uma nova oportunidade na Copa América do próximo ano. O evento, que será realizado entre 3 e 11 de julho em El Salvador, concederá quatro vagas ao Pré-Olímpico para as melhores seleções.
Com um futuro olímpico em jogo, o clássico contra a Argentina não é apenas mais uma partida, mas um verdadeiro divisor de águas na jornada da seleção feminina de basquete rumo a Los Angeles 2028.
Por Marcos Puntel