A Petrobras anunciou um desempenho histórico no segundo trimestre de 2026, com a produção total de petróleo e gás – incluindo óleo, líquido de gás natural e gás natural – alcançando a marca recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MM boed). Este volume representa um notável crescimento de 14,1% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e um aumento de 3,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

O resultado excepcional é atribuído à melhoria na eficiência operacional de importantes navios-plataforma, como o Maria Quitéria, no campo de Jubarte; o Alexandre de Gusmão; e o P-78, no campo de Búzios, que demonstrou performance robusta no campo de Mero. Além disso, o início de produção do FPSO P-79, também no campo de Búzios, impulsionou significativamente o volume extraído. A companhia informou ainda que dez novos poços produtores entraram em operação durante o período avaliado, sendo quatro localizados na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos, contribuindo para a expansão da capacidade produtiva.

Com o aumento da produção, as exportações de petróleo da Petrobras cresceram para aproximadamente 1 milhão de barris por dia (MM bpd). Simultaneamente, as importações de óleo registraram uma redução expressiva, atingindo 89 mil barris por dia (mbpd) no segundo trimestre, o menor volume desde o início da pandemia.

A utilização do parque de refino da empresa alcançou um índice notável de 101,2% no período. Em um cenário de tensões geopolíticas globais, como o conflito no Oriente Médio e a consequente oscilação nos preços internacionais do petróleo, a alta utilização das refinarias tem se mostrado fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional, garantindo o abastecimento e a segurança energética do país.

No mercado interno, as vendas mantiveram-se em patamar semelhante ao do primeiro trimestre do ano. O crescimento na comercialização de diesel e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) conseguiu compensar a retração observada no consumo de outros produtos, evidenciando a adaptabilidade da demanda por combustíveis essenciais.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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