São Paulo terá 34.104.226 eleitoras e eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, o que corresponde à maior parcela do eleitorado brasileiro, que soma 159.745.463 pessoas. Os dados, divulgados nesta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indicam que o estado concentra 21,48% dos votantes do país.

A capital paulista lidera o contingente eleitoral dentro do estado, com 9.135.407 votantes, correspondendo a 26,7% do total paulista. Guarulhos aparece em segundo lugar, com 948.410 eleitores, seguido por Campinas, que registra 870.672 aptos a votar.

A composição de gênero do eleitorado paulista mostra uma maioria feminina. As mulheres somam 18,1 milhões de eleitoras, ou 53% do total, enquanto os homens representam 47%, com 15,9 milhões. Em relação à faixa etária, a maior parte dos votantes está entre 40 e 44 anos, com 3,48 milhões de pessoas. Na sequência, vêm os eleitores de 45 a 49 anos (3,38 milhões) e os de 35 a 39 anos (3,23 milhões). Há ainda 8,5 milhões de eleitores acima dos 60 anos, dos quais 45,72% têm 70 anos ou mais. Os jovens com menos de 18 anos totalizam 180.229, sendo que apenas aqueles que completarem 16 anos antes da data do primeiro turno (4 de outubro) poderão votar.

Do total de eleitores em São Paulo, 87,08%, ou 29.698.450 pessoas, estão sujeitos ao voto obrigatório. Outros 12,92%, equivalente a 4.405.776 cidadãos, têm o voto facultativo.

O nível de escolaridade predominante entre os eleitores paulistas é o ensino médio completo, que abrange 33,45% do eleitorado. Em seguida, aparecem aqueles com ensino fundamental incompleto (17,53%) e ensino médio incompleto (16,67%). Eleitores com ensino superior completo totalizam 5.133.353 pessoas, representando 15,05% da base. O levantamento da Justiça Eleitoral também aponta que 2,85% declararam apenas saber ler e escrever, enquanto 1,68% do eleitorado, correspondendo a 574.211 votantes, é analfabeto.

Destaques para grupos específicos incluem o eleitorado indígena no estado, que dobrou de 2024 para 2026, passando de 3.706 para 7.492, um crescimento de 102,1%. O número de eleitores quilombolas cadastrados também aumentou significativamente, de 2.180 para 3.941, um avanço de 80,7%. Além disso, 12.331 cidadãos paulistas estão aptos a votar usando o nome social, uma parcela que corresponde a 32% dos 38.472 registros dessa natureza em todo o país, assegurando a identificação de pessoas transexuais, travestis e transgêneras nos documentos oficiais de votação pelo nome com o qual se identificam.

Em nível nacional, o TSE informou que o Brasil tem 158.745.463 pessoas aptas a votar nas próximas eleições, registrando um crescimento de 2.291.452 (1,46%) em comparação ao pleito de 2022.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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