O agronegócio brasileiro garantiu recentemente a abertura de importantes mercados internacionais, fruto de novas negociações sanitárias que permitirão a exportação de produtos agropecuários para a Malásia, Quênia e Turquia. As autorizações abrangem principalmente itens destinados à alimentação animal, além de produtos com maior valor agregado, como a castanha de baru e material genético bovino, reforçando a estratégia de diversificação e valorização das exportações nacionais.

Na Malásia, um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia, foi autorizada a entrada de produtos de ovos processados, com foco na fabricação de ração animal. Em 2025, as importações malaias de produtos agropecuários brasileiros alcançaram cerca de US$ 1,2 bilhão, com destaque para açúcar, café, cereais, farinhas e alimentos processados, indicando um mercado consolidado para a ampliação de novas categorias.

O Quênia, por sua vez, na África Oriental, também abriu as portas para uma variedade de novos produtos brasileiros. O país africano autorizou a importação de farinhas e óleos de pescado, ingredientes hemoderivados, farinhas e gorduras de origem animal, além de flavorizantes, todos essenciais na produção de ração. No ano passado, as vendas brasileiras ao mercado queniano somaram aproximadamente US$ 57 milhões, concentradas em produtos do complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e cereais.

A Turquia, localizada na ponte entre a Europa e a Ásia, ampliou significativamente o acesso para uma lista mais diversa de produtos nacionais. Entre os itens agora liberados estão a castanha de baru torrada, material genético bovino, peixes, óleo de peixe e outros derivados aquáticos destinados à alimentação animal. Em 2025, o mercado turco importou cerca de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com a soja, o café, fibras e produtos têxteis liderando as exportações.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as novas autorizações elevam para 651 o número total de aberturas de mercados internacionais para o agronegócio brasileiro desde o início de 2023. Essas liberações são o resultado de intensas negociações sanitárias entre os países, que estabelecem os rigorosos requisitos técnicos e fitossanitários para a entrada segura dos produtos. A contínua ampliação dos mercados é vista como uma estratégia crucial para o setor, pois não só diversifica os destinos das exportações brasileiras, mas também diminui a dependência de compradores tradicionais. A medida, ainda, fortalece segmentos importantes ligados à produção de insumos para alimentação animal e gera novas oportunidades para produtos com maior valor agregado, impulsionando a competitividade da indústria nacional. Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro solidifica sua presença em regiões estratégicas da Ásia, África e Oriente Médio, reforçando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos e insumos agropecuários.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.nortaomt.com.br

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