Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) decidiram, em assembleia, pelo fim da greve que durou mais de três meses. Com o anúncio, o retorno às salas de aula está agendado para o dia 13 de julho, marcando o encerramento de uma paralisação iniciada em 25 de março.
A decisão de encerrar a mobilização veio após os docentes conquistarem as principais reivindicações da categoria. Entre os pontos assegurados, destacam-se o pagamento das duas parcelas restantes da Lei estadual 9.436/2021, a majoração do auxílio-alimentação para R$ 1,5 mil, e a garantia de investimentos na infraestrutura da universidade por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Adicionalmente, foram confirmadas a incidência do triênio na Dedicação Exclusiva e o adicional de desenvolvimento funcional, este último considerado um fator decisivo para o acordo de retorno às atividades.
Para Gregory Magalhães, presidente da Associação dos Docentes da Uerj, “o fim da greve não representa o fim da luta”, ressaltando que ainda há mais conquistas a serem alcançadas.
Enquanto os professores se preparam para o retorno, a mobilização de outros segmentos da Uerj prossegue. Nesta sexta-feira (3), representantes dos professores, o comando de greve dos técnicos administrativos e alunos realizarão uma vigília em frente ao Tribunal de Justiça do Rio. O ato tem como finalidade buscar um consenso com o governo do estado, através do governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, sobre o encerramento da paralisação dos técnicos administrativos, que também se encontram em greve há três meses.
Por Marcos Puntel