Curitiba, 17 de maio de 2024 – As autoridades de Curitiba anunciaram hoje uma intensificação rigorosa na fiscalização de atividades de aventura, especialmente aquelas oferecidas de forma irregular e sem as devidas licenças. A medida é uma resposta direta à trágica morte de Maria Eduarda Freitas, de 21 anos, ocorrida no último fim de semana em uma área rural da região metropolitana. A jovem faleceu após ser lançada sem equipamentos de segurança adequados durante uma prática clandestina conhecida como “pêndulo humano” ou “swing jump” em uma ponte desativada.

Maria Eduarda participava de um evento divulgado nas redes sociais, que prometia adrenalina em um local distante da supervisão pública. Segundo relatos de testemunhas e informações preliminares da Polícia Civil, no momento do salto, a corda de segurança principal não teria sido corretamente fixada ou estaria ausente, resultando na queda fatal da jovem de uma altura considerável. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A Polícia Civil já abriu um inquérito para investigar as responsabilidades pelo incidente. Agentes estão em busca dos organizadores do evento, que teriam se evadido após a tragédia. Fontes da investigação apontam para a total ausência de alvarás, licenças de funcionamento e qualquer tipo de vistoria técnica nos equipamentos e na estrutura utilizada para a atividade.

Em coletiva de imprensa, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Assuntos Metropolitanos, em conjunto com a Guarda Municipal e a Polícia Militar, detalhou o plano de fiscalização. “Não podemos mais tolerar que vidas sejam colocadas em risco por irresponsabilidade e ganância. A morte de Maria Eduarda é um alerta doloroso para a necessidade de combater essas atividades clandestinas com todo o rigor da lei,” afirmou o Secretário , que preferiu não ter seu nome divulgado para focar na notícia. “Vamos intensificar as operações em locais conhecidos por abrigar essas práticas e aplicar penalidades severas aos responsáveis, incluindo multas pesadas e processos criminais.”

Especialistas em segurança de esportes radicais alertam para os perigos de participar de atividades não regulamentadas. Eles enfatizam a importância de verificar a certificação das empresas, a qualificação dos instrutores, a condição dos equipamentos e a existência de planos de emergência. A recomendação é sempre buscar empresas estabelecidas, com histórico comprovado e que sigam as normas técnicas de segurança.

A tragédia reacende o debate sobre a lacuna na regulamentação de certas modalidades de esportes de aventura e a facilidade com que eventos perigosos podem ser organizados e divulgados em plataformas digitais, atraindo o público sem que haja qualquer tipo de controle ou garantia de segurança. A família de Maria Eduarda Freitas ainda não se pronunciou publicamente, mas amigos e parentes lamentam profundamente a perda da jovem em circunstâncias tão evitáveis.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br

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