A colheita do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso teve início com um ritmo ligeiramente antecipado em relação ao ciclo anterior. Conforme informações apuradas junto ao Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os trabalhos de campo devem ganhar maior intensidade ao longo do mês de junho, impulsionados por condições climáticas consideradas favoráveis para a retirada do grão das lavouras.
Os dados do instituto indicam que a área destinada ao cultivo de milho no estado permanece estimada em 7,39 milhões de hectares. A produtividade média projetada foi revisada para 118,71 sacas por hectare, resultando em uma estimativa de produção total atualizada para 52,65 milhões de toneladas.
O relatório do Imea também aponta um avanço significativo na comercialização da safra. Até o mês de maio, aproximadamente 47,3% da produção 2025/26 já havia sido negociada pelos produtores mato-grossenses, um percentual superior ao registrado nos primeiros meses do ano passado.
Em relação aos custos de produção, as projeções para a safra 2026/27 estimam despesas de custeio em cerca de R$ 3.772 por hectare, com os gastos específicos com insumos calculados em R$ 3.296 por hectare.
No âmbito logístico, o valor médio do frete para transporte de grãos entre Sorriso e Miritituba alcançou mais de R$ 308 por tonelada na última semana analisada pelo instituto. Os preços do milho disponível em Mato Grosso, por sua vez, mantêm-se próximos de R$ 42,50 por saca, com o mercado atento ao comportamento das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
Com a previsão de clima estável nas próximas semanas, o setor produtivo mato-grossense espera um avanço acelerado da colheita e a manutenção do bom desempenho da segunda safra, consolidando a posição do estado como o principal produtor de milho do país.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://www.nortaomt.com.br