(05/21/2026 – 23h00)

Em meio à diversidade culinária que define a capital paulista, um modesto estabelecimento na rua Turiassu, no bairro de Perdizes, tem chamado a atenção com uma declaração audaciosa. Numa fachada pintada de verde, o banner anuncia sem um pingo de acanhamento: “o melhor quibe de São Paulo”. A afirmação, que desafia paladares e provoca curiosidade, posiciona o pequeno local no centro das discussões sobre a autêntica gastronomia árabe na cidade.

O desafio lançado pelo empreendimento, batizado pelos locais de “Quiberia da Turiassu”, não é aleatório. Há décadas, a família por trás do negócio cultiva uma receita que, segundo eles, remonta às origens libanesas de seus fundadores. O segredo, conforme compartilhado por dona Fátima, a matriarca da casa, reside na seleção criteriosa da carne, sempre fresca e magra, no ponto exato de moagem do trigo e na combinação de temperos que ela guarda a sete chaves. “Não usamos atalhos, nem conservantes. É o sabor da tradição, feito com muito carinho”, garante.

A ousadia da mensagem tem atraído uma clientela diversificada. De moradores antigos do bairro, que já conhecem a qualidade dos produtos, a curiosos vindos de outras regiões da cidade, todos querem provar a iguaria e formar sua própria opinião. Nos horários de pico, não é incomum ver pequenas filas se formando em frente ao balcão, onde os quibes – fritos, assados ou crus – são servidos quentinhos, acompanhados de coalhada fresca e pão sírio.

A cidade de São Paulo, com sua vasta herança cultural e sua notável cena gastronômica, abriga uma infinidade de restaurantes e lanchonetes de comida árabe, muitos dos quais renomados e com anos de tradição. Nesse cenário de forte concorrência, a “Quiberia da Turiassu” aposta na simplicidade e na convicção de que a qualidade inquestionável de seu produto é o suficiente para validar o título proclamado em sua fachada. O veredito final, no entanto, fica a cargo de cada cliente que ousa experimentar e julgar se a promessa do “melhor quibe de São Paulo” é realmente cumprida.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://redir.folha.com.br

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