Desde o final de abril, passageiros de voos no Brasil enfrentam novas e mais rigorosas determinações para o transporte e uso de carregadores portáteis, popularmente conhecidos como power banks. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) implementou as mudanças, que visam alinhar o país às diretrizes mais recentes da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), buscando primordialmente elevar a segurança das operações aéreas.
As novas regras, que endurecem as condições anteriormente aplicadas, focam na prevenção de incidentes relacionados a baterias de íon-lítio, presentes nestes dispositivos. Embora a Anac não tenha detalhado exaustivamente todas as especificidades no comunicado inicial, o escopo de “transporte e uso” sugere a proibição de power banks em bagagens despachadas devido ao risco de superaquecimento e incêndio no compartimento de carga, exigindo que sejam transportados exclusivamente na bagagem de mão, junto ao passageiro. Esta medida permite que a tripulação identifique e gerencie rapidamente qualquer anomalia. Limites de capacidade em mAh (miliampere-hora) ou Wh (watt-hora) também costumam ser parte dessas regulamentações internacionais, impactando a quantidade e o tipo de bateria que pode ser levada a bordo.
A incorporação das determinações da Oaci reflete um esforço global para mitigar riscos potenciais associados a dispositivos eletrônicos contendo baterias de alta densidade energética. Incidentes envolvendo superaquecimento ou curtos-circuitos, embora raros, podem comprometer seriamente a segurança de um voo. Ao adotar estas normas, a aviação civil brasileira reafirma seu compromisso com os mais altos padrões de segurança, garantindo um ambiente mais protegido para passageiros e tripulantes. A agência recomenda que os viajantes verifiquem sempre as regras específicas antes de embarcar, a fim de evitar contratempos.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://redir.folha.com.br