A expansão da malha ferroviária emerge como estratégia fundamental para Mato Grosso superar a crônica dependência das rodovias e enfrentar os gargalos logísticos que afetam o escoamento de sua vasta produção. Essa é a avaliação do empresário e ex-senador Cidinho Santos, que aponta a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), a Ferrogrão e a Ferrovia Estadual como pilares para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte nos próximos anos.
O agronegócio mato-grossense, um dos maiores do mundo, tem sua competitividade constantemente desafiada pela infraestrutura de transporte. A predominância do modal rodoviário não apenas encarece o frete e aumenta o tempo de percurso, mas também gera congestionamentos e atrasos na entrega de commodities, impactando produtores e o mercado consumidor.
Nesse cenário, as ferrovias representam uma alternativa robusta, capaz de transportar grandes volumes de carga de forma mais eficiente, econômica e com menor impacto ambiental. A diversificação da matriz de transporte é vista como imperativa para garantir a fluidez da produção agrícola e mineral do estado, permitindo que os produtos cheguem aos portos de exportação e aos centros de consumo de maneira mais ágil e previsível.
Cidinho Santos sublinha o papel estratégico de projetos como a Fico, que busca conectar regiões produtoras ao sistema ferroviário nacional; a Ferrogrão, crucial para o escoamento da safra até os portos do Norte do país; e a Ferrovia Estadual, que complementaria e integraria a malha interna do estado, facilitando a movimentação de cargas entre diferentes polos produtivos.
Para o ex-senador, investir em ferrovias não é apenas uma questão de logística, mas de estratégia econômica e desenvolvimento sustentável. “É fundamental planejar e executar essas obras com celeridade, para que Mato Grosso não perca sua capacidade de produção e continue sendo um protagonista no cenário global”, afirmou Santos, ressaltando a urgência em desatar os nós que hoje estrangulam o potencial do estado.
A concretização dessas iniciativas ferroviárias promete não apenas desafogar as estradas, mas também abrir novas fronteiras de desenvolvimento, atrair investimentos e gerar empregos, consolidando Mato Grosso como um polo logístico e produtivo de referência no Brasil e no mundo.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://www.nortaomt.com.br